jan 12, 2000 | Cantinho da Ana | Ana de 1999 a 2005 | 0

A mineira Ana Carolina, 25 anos, acabou de chegar à cena musical, mas já tem duas grandes metas para 2000: divulgar a MPB entre os adolescentes e revitalizar a bossa nova.

A missão já começou: em 1999, ela lançou seu primeiro disco, Ana Carolina, que traz novos ares à música brasileira. Como no arranjo nada convencional de “Retrato em Branco e Preto”, de Chico Buarque e Tom Jobim.

Ana transformou um dos ícones da bossa nova num blues tocado no violão. A versão não só foi aprovada como louvada pelo criador: Chico convidou-a a gravar duas canções suas no Songbook, lançado em dezembro. “É superimportante ter o reconhecimento dos grandes artistas. Sou fã número zero do Chico“, diz a cantora e compositora, que já chegou aos 70 mil discos vendidos e inspirou comparações com Cássia Eller, Marina Lima e Maria Bethânia. “Todos precisam de referências. Embora não me pareça com elas, fico contente pela comparação.” Ana Carolina iniciou a carreira há cinco anos e rodou muito até ser apontada como a grande promessa da MPB para o ano 2000. Assim que tirou carteira de habilitação, caiu na estrada. “Rodei o interior de Minas e do Rio. Levava tudo no carro: as caixas e mesas de som, e montava o show em qualquer lugar“, conta.

O repertório: Chico, Edu Lobo e composições próprias. Nos palcos, um banquinho, um violão, uma guitarra e um pandeiro. Tudo tocado por ela. “Sou a primeira mulher a ter projeção na mídia tocando pandeiro“, orgulha-se.

Revista Isto É


Comments are closed.